Fertilizantes Secos e Fluidos

Os fertilizantes fluidos são melhores do que os fertilizantes secos? Os polifosfatos (fluidos) são melhores do que os ortofosfatos (secos)? Essas questões surgem ao se considerar os méritos agronômicos relativos de vários fertilizantes fluidos e secos. Infelizmente, fatores não agronômicos tais como a facilidade e a uniformidade de aplicação, além da economia, são incluídas nestas avaliações; os benefícios devem ser baseados apenas na produtividade obtida com a lavoura quando os materiais são comparados utilizando taxas similares de nutrientes vegetais a partir de métodos similares de aplicação.

Comparações Agronômicas entre Fertilizantes Fluidos e Secos

Dados experimentais de uma ampla variedade de estudos sustentam veementemente a conclusão de que não há, essencialmente, quaisquer diferenças entre fertilizantes líquidos, em suspensão ou secos quando são comparados ao longo do tempo e em condições similares de taxas de nutrientes, posicionamento e formas químicas. A última dessas é particularmente importante ao se comparar fertilizantes de fosfato. Por outro lado, não seria válido comparar um fosfato altamente solúvel em água em fluidos com um fosfato sólido de baixa solubilidade em água. No entanto, quando sólidos tais quais o fosfato diamônio (DAP), o fosfato monoamônio (MAP) ou o polifosfato de amônio são comparados com fluidos tais como o 10-34-0, 8-24-0 ou 11-37-0 sob condições similares, estudos de longo-prazo demonstraram a tese de que são essencialmente iguais em termos de valor nutritivo. De modo similar, estudos de longo-prazo demonstraram que a ureia sólida ou o nitrato de amônio são virtualmente iguais às soluções de nitrogênio, tais como a ureia – nitrato de amônio. Essencialmente, as mesmas conclusões seriam alcançadas com misturas secas e fluidas de NPK.

Cautelas na Comparação entre Fertilizantes

Para comparações válidas, estudos deveriam ser conduzidos por vários anos na mesma localidade, utilizando o mesmo projeto experimental, para garantir que a variabilidade inerente dos estudos de campo não leve a interpretações equivocadas. Caso os dados sejam selecionados de um estudo, para um ano, em uma localidade, as evidências podem ser citadas para comprovar que os sólidos são melhores que os fluidos, ou vice-versa, ou que os polifosfatos são melhores que os ortofosfatos, ou vice-versa.

Deve ser praticado cuidado na comparação entre quaisquer fertilizantes sólidos ou fluidos nas condições de campo. Por exemplo, superfosfato 0-46-0 concentrado ou CSP, não pode ser comparado diretamente com a solução de 10-34-0 ou com o fosfato monoamônio sólido, 11-48-0 ou MAP, porque os dois últimos contém nitrogênio.

Para comparações válidas, estudos devem ser conduzidos por vários anos na mesma localidade, utilizando o mesmo projeto experimental, para garantir que a variabilidade inerente dos estudos de campo não leve a interpretações equivocadas. Caso os dados sejam selecionados de um estudo, para um ano, em uma localidade, as evidências podem ser citadas para comprovar que os sólidos são melhores que os fluidos, ou vice-versa, ou que os polifosfatos são melhores que os ortofosfatos, ou vice-versa.

Deve ser praticado cuidado na comparação entre quaisquer fertilizantes sólidos ou fluidos nas condições de campo. Por exemplo, superfosfato 0-46-0 concentrado ou CSP, não pode ser comparado diretamente com a solução de 10-34-0 ou com o fosfato monoamônio sólido, 11-48-0 ou MAP, porque os dois últimos contém nitrogênio.

Fluidos e sólidos são agronomicamente iguais

A relativa igualdade entre fertilizantes fluidos e secos não deveria ser tão surpreendente diante do fato de que os constituintes químicos das duas formas químicas são normalmente os mesmos.

A questão da igualdade de várias formas físicas e ainda mais previsível quando se leva em consideração a limitada variedade de formas químicas presentes nas raízes de uma planta. Embora o fazendeiro possa aplicar um fertilizante de nitrogênio como amônia anídrica, ureia, nitrato de amônio, ureia-nitrato de amônio, nitrato de cálcio ou várias outras formas, o mesmo fazendeiro pode ser assegurado de que, dentro de um breve período de tempo, as raízes de sua lavoura serão confrontadas principalmente com o nitrogênio na forma de nitrato (NO3). Isso é porque várias enzimas do solo rapidamente convertem ureia nitrogênio para formas de amônio e, então, processos microbiológicos do solo convertem com relativa rapidez o amônio em formas de nitrato. Assim, para a maior parte da temporada de crescimento, as raízes das plantas "vêem" principalmente nitratos em lugar de uma fonte de nitrogênio em amônio para abastecimento durante a temporada.

Embora seja disponibilizada aos fazendeiros uma ampla gama de fertilizantes contendo fósforo,

esses agricultores tem a garantia de que suas lavouras são realmente confrontadas com uma variedade muito limitada de formas químicas de fósforo. Primeiro, o fósforo na maior parte dos fertilizantes está presente na forma de ortofosfato. Quando um fertilizante fluido contendo ortofosfato é aplicado, ou quando um fertilizante seco contendo ortofosfato se dissolve na solução do solo, as raízes da planta são confrontadas principalmente com duas espécies de fosfatos (H2PO4- e HPO4=). Se um material fertilizante contendo polifosfatos é aplicado, o polifosfato é convertido com relativa rapidez na maioria dos solos agriculturáveis na forma de ortofosfato. Assim, independentemente da forma física ou química do fertilizante de potássio, após um pequeno instante no solo, as raízes da planta "vêem" apenas duas formas muito similares de fosfato.

Fertilizantes de potássio são ainda mais uniformes do que os fertilizantes de nitrogênio ou fosfato. A fonte dominante de potássio tanto para fertilizantes fluidos quanto para fertilizantes secos é o cloreto de potássio. Mesmo quando outras fontes são utilizadas, como o fosfato de potássio ou o nitrato de potássio, foi o íon potássio (K+) com o qual a raiz da planta lidou na solução do solo.

Implicações da Igualdade

Fertilizantes fluidos e secos de constituição química comparável são essencialmente iguais do ponto de vista agronômico quando aplicados a taxas equivalentes de nutrientes sob posicionamentos similares e ao mesmo tempo. Essa igualdade das várias formas, tanto dos fertilizantes líquidos quanto dos secos, é uma poderosa ferramenta de gerenciamento. Ela livra o fazendeiro da escolha dentro de uma ampla variedade de materiais, utilizando fatores não agronômicos como o critério para a decisão.

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